sábado, 13 de outubro de 2012

Meu velho amigo


Encontrei meu velho amigo.
Lá estava ele tão adolescente de si.
Deu-me um sorriso sem o tempo perdido
Retribuí entoando um riso afável,
Agradável como as pequenas descobertas
Que impulsionam o mundo.
Ele depois passou a me contemplar,
 Saudade antes da despedida,
Não queríamos um fim.
O convidei para ceiar,
Erguemos as taças e brindamos o inevitável.
Sorvemos o tempo à gosto dos destemperos,
Pensamos no porvir,
No findável, nessa breve felicidade de encontros surpresas.
Decidimos então ser imediatos, sem antes ou depois,
Só para rirmos desses devaneios.
Meu amigo era meu espelho,
Eu brindando comigo.
Meu eu de outrora me sorrindo,
Cordialmente carinhoso,
Com o seu velho futuro.
Eu brindando meu passado novo.
Tão bom reencontrar meus olhos pueris,
Cá nesse mundo biruta
À gosto do vento.
Eu vivendo duas metades de mim,
Sem sequer a certeza de quem sou,
Mas com a infinita certeza de ser mais de um
E não menos que dois.
Misturando o verso com o reverso
Voando sem deixar de o chão tocar.

Fassura

2 comentários:

  1. A-DO-REI!!!!!!!!!!!!! Nossa! Quase chorei, sério! Já faz muito tempo que não me sinto emocionado com algo que leio! Meu Deus! Srta, você me surpreende à cada ano que passa! Segredos de liquidificador! Que triturou todas as tristezas e alegrias, com o sumo do talento nato, com um pouco de açúcar e sensibilidade. Resultado: Néctar fresco e doce, com aroma de frutas frescas e rejuvenescedoras!

    Sinta-se, intensamente, abraçada e amada...

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