quinta-feira, 27 de dezembro de 2012


Contado em meses,
em um clico de quatro estações.
Repetindo os mesmos prazeres,
e a falta de atenção.
Brincando inocente, 
sem sequer saber, 
que aos doze meses já é indesejado de todos.
Sorri numa tarde de verão,
seu coração consegue ser todo sol
na despedida.
Bem sabe que nasceu para partida.
Alguns, ao se despedirem dele, 
têm o coração como um pêndulo:
indo entre o desejo de vê-lo partir
e voltando nostálgico com saudade do que vai deixar.
É sempre fim de algo novo, 
um ano é todo novo, 
mal se lança a andar,
já tem de deitar o corpo no jazigo,
e estranhamente morrer de velhice.
Mas se despede alegre, pois toca a mão
do seu irmão ingênuo que vem chegando,
que vem sorridente e esperançoso como todo começo, 
para confortar na hora derradeira,
e recriar de forma diversa
a quilha da vida que é o coração.





Fassura

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