sábado, 12 de janeiro de 2013

Pergunta



Mente minha casa
meu pássaro
em que céus habitarei
sem sua ávida
imaginação

Que nuvem servirá
 de trampolim
para meu pequeno
corpo mergulhar
nas incertezas do vento

Como planarei
entre a razão e a emoção
de ser infinito
nesse curto espaço de tempo


Mente minha casa
meu pássaro
como desmentirei
a invenção de ser
sem tuas asas

Como me farei sem ti
meu pássaro

Como poderei sonhAR
se me  faltar o ar entre as plumas


sem sua bela voz fina
mente meu pássaro
Como hei de a vida cantar?


Fassura

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013





Há algo de pássaro azul nela
quando brinca de voar
inefavelmente entre nuvens de sonhos.
Suas plumas se agitam 
antes de quedar-se na liberdade do vento.
Salta nos floreios do vento
e,em uníssono com ele
canta um estribilho sem tempo
Ela é sempre presente
é dádiva azul
de mar 
de céu
de noite
sem o peso do chão
é atmosfericamente substancial 
Mutável em sua forma
feito água
tão vital
tão ondular
E nasce desse sopro de vontade
que se chama gente
Um pássaro azul,
A imutável esperança do espírito,
que gorjeia:
                    Liberdade...
                              



Fassura