domingo, 17 de fevereiro de 2013

Sob o escárnio de alquebradas esperanças
nascem as mazelas de um desconhecido
ainda dormindo na senzala do tempo não esquecido
ainda fingindo navegar em futuras lembranças

Aquele homem, meu amigo, ainda  não dito
brinda a noite mal descansada
perdido nas margens reversas de uma enseada
afago dos pobres rotos silenciados no finito

Guardador de sonhos
Comprador de despesas
Cura/dor de espaços vazios

Esse meu irmão triste
que se ausenta de si
e cisma de gritar em mim


Fassura




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Virgulevando o tempo

Virgulei palavreadas esquinas,
cortando espaços sonoros 
de uma rima
frouxa,
vivificando melodiosos espasmos 
de uma língua afoita
por dizer o inaudível coração,
para no fim do escasso ar,
efeito do vento entrecortado,
terminar num ponto de ilusão.


Fassura

sábado, 9 de fevereiro de 2013




Ah, meu peito anda latejando nessa vida!
Nessa vasta vida de fluído sangue,
Pulsando entre e pelos passantes.
Tudo é fluxo divino:
Essas cores rubras de luzes nunca esgotadas,
Esse tempo gasto que me é sempre tão surpreso.
Ah, toda essa passagem de desespero,
Toda  essa manutenção sofrida  de planos imperfeitos!
Nesse plano vivo improvisado.
Sou quando:
Sempre refeito antes de meu próprio tempo.
Sou urgente, porque já fora  futuro ausente,
Sempre deslumbrado com a mente,
Este meu ente querido, que me acompanha no ritmo perpétuo,
Que vibra quando escureço, e me entorpece quando acendo.
Ah, toda essa ascendência de infinitos corações,
Com escondidos batimentos saudosos das milhas que hão de vir,
E com guarida certa nos abraços que levarão.

 Fassura