sábado, 9 de fevereiro de 2013




Ah, meu peito anda latejando nessa vida!
Nessa vasta vida de fluído sangue,
Pulsando entre e pelos passantes.
Tudo é fluxo divino:
Essas cores rubras de luzes nunca esgotadas,
Esse tempo gasto que me é sempre tão surpreso.
Ah, toda essa passagem de desespero,
Toda  essa manutenção sofrida  de planos imperfeitos!
Nesse plano vivo improvisado.
Sou quando:
Sempre refeito antes de meu próprio tempo.
Sou urgente, porque já fora  futuro ausente,
Sempre deslumbrado com a mente,
Este meu ente querido, que me acompanha no ritmo perpétuo,
Que vibra quando escureço, e me entorpece quando acendo.
Ah, toda essa ascendência de infinitos corações,
Com escondidos batimentos saudosos das milhas que hão de vir,
E com guarida certa nos abraços que levarão.

 Fassura

Nenhum comentário:

Postar um comentário