sexta-feira, 28 de março de 2014

Encontro abstrato


Procurou no outro o país Felicidade
Levou nas malas pequenos grandes problemas.
A mala foi extraviada para o país Ilusão.
Sentiu-se aliviado na cidade Prazeres,
Tão aliviado que se esqueceu de si,
Pensou-se infindável.
Mas, num belo dia andando pelo tempo,
Descobriu o bairro Soledade.
Desnorteado entre a Rua Desespero e Desilusão,
Dobrou a esquina da Saudade.
Perdido
Entrou numa loja de coragem.
Perguntou à dona da loja, dona Esperança, como faria para voltar ou apenas ir-se daquele lugar.
Querido há uma estrada que corta esse bairro. Ela pode te levar à Rua Enfrente.
Não há volta?
Não, nesses casos o melhor é seguir, para não se desviar do rumo, ou cair na tentação de estagnar na Rua Memória e viver hóspede da Lembrança.
Se só tem esse jeito, me diga então o nome da estrada.

FÉ.



Fassura

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