sábado, 26 de abril de 2014

Vou me embora para Asgard

Vou-me embora para Asgard
lá sou nora do rei
Ando do lado dos deuses, sou quase lei
Vou-me embora para Asgard
lá bebo e como com fartura
e não me preocupo com as faturas do mês
Vou-me embora para Asgard
lá sou cunhada da irreverência
e ando contra a ciência
Vou-me embora para Asgard
lá o tempo não arde
e se estiver cansada do sol
sou mulher do deus do trovão
que sempre me faz chover




Fassura

sexta-feira, 18 de abril de 2014

O homem criou uma semente de aço
Não queria pé que desse flor
Queria um pé de balaço
Arou o minério em meio ao vapor
Regou com dos outros a dor
Fertilizou com um dolo eventual
Do homicídio perpétuo
Emprestou também o seu calor
Deitando sua consciência
E um calor vermelho
Em sua plantação
E com o tempo certo
Colheu seu morto fruto
Vendeu por um bom preço

 E disse: apertar o gatilho, eu não faço!

Fassura