sexta-feira, 18 de abril de 2014

O homem criou uma semente de aço
Não queria pé que desse flor
Queria um pé de balaço
Arou o minério em meio ao vapor
Regou com dos outros a dor
Fertilizou com um dolo eventual
Do homicídio perpétuo
Emprestou também o seu calor
Deitando sua consciência
E um calor vermelho
Em sua plantação
E com o tempo certo
Colheu seu morto fruto
Vendeu por um bom preço

 E disse: apertar o gatilho, eu não faço!

Fassura

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